Delivery sem cupom: como vender pela marca e não pelo desconto

Delivery sem cupom: veja como fortalecer a marca, subir o ticket médio e vender com margem sem depender de desconto no aplicativo.

Entregador recebendo pedido de delivery embalado na cozinha do restaurante

Montar um delivery sem cupom parece arriscado, porque cupom traz pedido. Mas ele também ensina o cliente a esperar desconto, e quando todo pedido depende de promoção a margem encolhe e o seu restaurante vira só mais um nome na lista do aplicativo.

Esse debate ganhou força no setor. Segundo Tiago Diógenes, CEO da Menu Brands, em matéria da Revista B&R, depois da fase da taxa grátis e da guerra de cupons, o delivery precisa de marcas desejadas, e não só de preço baixo. Veja como fazer isso na prática.

O que o cupom constrói e o que ele destrói

O desconto resolve um problema de curto prazo: preencher o horário fraco ou ganhar posição na lista. O custo vem depois. O cliente passa a comparar preço, não prato, e a sua margem sustenta uma promoção que ele já considera normal.

Some a isso a comissão da plataforma e a embalagem. Se o desconto, a comissão e o CMV consomem quase tudo, aquele pedido aumenta o movimento, mas não o lucro. É o efeito clássico da guerra de preços no delivery.

Delivery sem cupom: como fazer a marca valer mais que o desconto

Cliente que pede pela marca aceita pagar um pouco mais. Cliente que pede pelo cupom some quando o cupom acaba. Para construir esse desejo, foque em quatro pontos:

  • um prato assinatura que o cliente reconhece e pede pelo nome
  • o mesmo sabor e o mesmo ponto de preparo em todo pedido
  • fotos, nome e identidade visual iguais em todos os canais
  • uma embalagem que chega bonita e quente

Consistência vale mais que promoção. Um pedido bom a cada vez cria hábito, e hábito não depende de cupom.

Leia também:

Troque desconto por motivo para voltar

Em vez de baixar o preço para todo mundo, premie quem já comprou. Um programa de fidelidade, um brinde no segundo pedido ou um combo que sobe o ticket médio custam menos e fazem o cliente voltar pelo relacionamento.

Outro caminho é levar o cliente para um canal seu, como o WhatsApp, onde não existe leilão nem comissão sobre cada venda.

Como saber se está funcionando

Acompanhe três números por semana: percentual de pedidos com cupom, ticket médio e recompra em 30 dias. Se o cupom cai e a recompra sobe, a marca está ganhando força. Se os pedidos despencam, o cardápio ainda não se sustenta sozinho e vale ajustar antes de cortar de vez.

Repita o teste todo mês. Marca forte se constrói devagar, com pedido bom atrás de pedido bom, e o cupom passa a ser exceção, e não regra.

E se o delivery mostrasse quanto sobra de cada pedido?

Vender muito com cupom parece resultado, até você olhar o que sobrou no fim do mês.

O problema que ninguém vê no pedido com desconto

O aplicativo mostra o valor vendido, mas não quanto ficou depois do desconto, da comissão e do custo do prato.

Se isso soa familiar

O movimento sobe, o caixa não acompanha e você não sabe dizer qual canal dá lucro de verdade.

Como o Jiffy entra nessa conta

O Jiffy reúne os pedidos do salão e do delivery em um só lugar, com CMV e relatórios por canal. Assim você vê onde o desconto compensa e onde ele só corrói a margem.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *