A Briga Entre Apps de Delivery Que Vai Bater na Sua Margem

A guerra de preços no delivery entre plataformas pode mudar sua margem. Veja como se proteger dessa disputa.

guerra de preços no delivery

Você provavelmente já pensou que briga entre gigante de delivery é assunto de sala de reunião em São Paulo, que não chega perto do seu balcão. A movimentação mais recente do setor mostra por que vale prestar atenção mesmo assim.

O que está em jogo, resumido

O iFood protocolou uma denúncia formal no Cade contra a Keeta, plataforma chinesa que chegou ao Brasil há menos de um ano, acusando a concorrente de vender abaixo do custo pra tomar mercado, bancada por capital da matriz.

O pedido inclui abertura de processo e suspensão imediata da prática. A Keeta rebateu dizendo que cupom é prática comum do setor, usada por todo mundo, incluindo o próprio iFood, e que a movimentação seria uma tentativa de desviar atenção de outra investigação que corre contra a concorrente.

Por que isso não é “briga de gigante” que não te afeta

Esse é o achismo comum: “desconto agressivo de aplicativo só beneficia o cliente e, de quebra, gera mais pedido pra mim”.

O dado mostra outra dinâmica, já vista em outros países: guerra de preços no delivery costuma seguir um padrão bem conhecido, prática abaixo do custo pra conquistar mercado rápido, eliminação de concorrente menor, e só depois, com o campo mais livre, a taxa volta a subir para o patamar que sustenta a operação. É o tipo de mudança que já afeta como o setor lida com pagamento digital no delivery, inclusive.

Quem depende só do canal marketplace fica refém dessa montanha-russa de preço, decidida em tribunal e em sala de diretoria, longe do seu controle.

É o mesmo raciocínio de quando já mostramos que faturar bem não significa lucrar bem: o volume de pedido que vem de uma guerra de preços no delivery pode sumir do mesmo jeito rápido que apareceu, assim que o cenário de subsídio mudar, e o futuro dos pagamentos no setor tende a refletir isso.

Leia também:

O que fica claro nisso pro seu negócio

Momento de disputa acirrada entre plataformas é exatamente quando fortalecer canal próprio pesa mais a favor do restaurante.

Um pouco de tráfego pago bem direcionado pro seu próprio canal de pedido reduz a dependência de uma dinâmica de preço que você não decide e que pode mudar de uma hora pra outra, seja por decisão regulatória, seja por decisão interna da própria plataforma.

Vale também acompanhar de perto a receita líquida por canal de venda, pra saber, na prática, quanto sobra depois da taxa de cada um.

Isso não quer dizer abandonar marketplace. Quer dizer não colocar todo o volume de venda numa mesa que outra empresa está jogando, num jogo cujo próximo lance nem elas sabem qual vai ser.

O ponto central

Guerra de preços no delivery entre gigante estrangeiro e gigante nacional parece papo que não chega no seu bairro, mas o resultado dela, mudança de taxa, mudança de regra de cupom, mudança de quem sobrevive na disputa, chega sim, direto na sua margem.

Quem constrói uma segunda porta de entrada de pedido enquanto isso se resolve nos tribunais sai na frente independentemente de quem ganhar essa briga específica.

E se a guerra entre aplicativos não mexesse na sua margem?

Quando os aplicativos brigam por espaço, o restaurante sente na taxa e no preço. Ter o próprio canal reduz a exposição.

O problema que ninguém vê na briga

Promoção bancada pelo restaurante, taxa ajustada pela plataforma e a margem do prato espremida entre os dois.

Se isso soa familiar

Pedidos crescendo, lucro caindo e a sensação de que o aplicativo ganha mais que a casa. Sem ver o resultado por canal, o restaurante aceita o que vier.

Como o Jiffy entra nessa conta

O Jiffy separa a margem de salão, delivery próprio e marketplace e oferece comanda e cardápio digital próprios, para você escolher onde vender com mais lucro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *