Cobrar couvert artístico pode estar afastando o cliente errado

Couvert artístico divide opinião entre clientes e ainda gera dúvida em muitos bares. Veja o que considerar antes de cobrar ou não.

couvert artístico

Você provavelmente já cobrou, tirou ou pensou em tirar o couvert artístico do seu bar pelo menos uma vez, sem ter certeza se essa decisão realmente afeta o movimento da casa.

O que está em jogo quando se cobra pela música ao vivo

Couvert artístico é a cobrança feita pelo bar pra custear a apresentação musical ao vivo, geralmente somada à conta ou cobrada na entrada. O achismo comum é achar que cobrar afasta cliente, e não cobrar sempre atrai mais gente.

O dado mostra outra coisa: o que mais pesa na decisão do cliente não é a existência da cobrança, é a clareza dela, informada com antecedência ou escondida até a conta chegar.

Cliente que descobre o couvert só na hora de pagar tende a reclamar, mesmo que o valor seja baixo, porque a sensação de cobrança escondida pesa mais do que o valor em si. Isso é o tipo de detalhe que compõe a experiência completa da visita, não só o prato ou a bebida servidos.

Como decidir se vale cobrar no seu tipo de casa

Bar que depende de atração musical como diferencial de posicionamento, com banda de qualidade reconhecida, costuma sustentar o couvert sem perder público, porque o cliente já vai buscando aquela experiência específica.

Isso está ligado à forma como a casa conta sua própria história e identidade pro público que ela quer atrair.

Já casa que usa música como pano de fundo, sem ela ser o motivo da visita, tende a sentir mais resistência à cobrança dentro da própria gestão do bar, porque o cliente não veio especificamente por aquilo.

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O que informar com clareza antes do cliente sentar

Cardápio, cartaz na entrada ou aviso no cardápio digital informando o valor do couvert evita reclamação na hora de pagar, e isso vale tanto quanto qualquer outra informação de preço da casa.

Isso conecta direto com o mesmo cuidado que já vale pro cardápio digital do restaurante, onde informação clara evita atrito na hora de fechar a conta.

Vale também avaliar se cobrar por pessoa ou por mesa faz mais sentido pro perfil de comportamento do público, porque grupo grande pode se sentir mais penalizado com cobrança individual do que com valor fixo dividido entre todos.

O ponto central

Couvert artístico não é sobre cobrar ou não cobrar de forma genérica, é sobre alinhar a cobrança ao motivo real pelo qual o cliente escolhe aquele bar. Clareza na comunicação evita boa parte do atrito que normalmente é atribuído à cobrança em si.

E se você soubesse quanto o couvert representa na noite?

Couvert pode ser receita ou motivo de reclamação. A decisão certa depende de medir o quanto ele pesa e como o cliente reage.

O problema que ninguém vê na conta

O couvert entra na conta como detalhe, mas pode estar gerando reclamação e afastando justamente quem consome mais.

Se isso soa familiar

Cliente surpreso na hora de pagar, garçom tendo que explicar e a dúvida se vale manter. Sem número, a decisão vira briga de opinião.

Como o Jiffy entra nessa conta

O Jiffy configura o couvert no cardápio digital, com valor informado antes do pedido, e separa a receita por tipo de cobrança para você decidir se mantém, ajusta ou tira.

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